Sábado, Novembro 25, 2006

EFT035 - Ficha de entrevista e sumário

FICHA DE ENTREVISTA PROJETO FADO TROPICAL


CÓDIGO DA ENTREVISTA: EFT 035
DATA DA REALIZAÇÃO DA ENTREVISTA: 10/11/2006
LOCAL:Vista Alegre – Rio de Janeiro
ENTREVISTADO: Joaquim Pinto de Mesquita
DATA DE NASCIMENTO:02/02/1935
LOCAL: Baião – Distrito do Porto
DATA DE CHEGADA AO BRASIL: 09/06/1956
LOCAL: Rio de Janeiro
PROFISSÃO ATUAL: Vendedor (na padaria do filho)
PROFISSÃO ANTERIORES: Agricultor, Açougueiro, Feirante, Exército em 1956
ESTADO CIVIL:Solteiro
FILHOS: 1 (Eduardo)
NETOS: 1 (João)
ENTREVISTADOR: Henrique Campos Monnerat
CURSO: História
PERÍODO: 4º
GRAVAÇÃO: (x)DIGITAL ( ) EM FITA CASSETE
Nº DE PÁGINAS DO DEPOIMENTO TRANSCRITO:53
DATA DA CONFERÊNCIA: 22/11/2006
DATA DA ASSINATURA DA CARTA DE CESSÃO: 22/11/2006
FOTOS: (x) SIM ( ) NÃO // NÚMERO DE FOTOS: 3
OBSERVAÇÕES:

Sumário da Entrevista

Até 34min. (pp. 01-10)

(p. 01) Vida da família em Portugal – O trabalho aos seis anos de idade – Incidente com a plantação – (p.02) A lavoura em Portugal – Os irmãos – (p.03) A época da guerra de 40 – A política de Salazar em relação à guerra – Fome em Portugal – (p.04) Fim da guerra – A vila onde morava (Baião) – Único caso de violência na vila – (p.05) Não havia mortes em Portugal – (p 06) Punição para os que cometem crime – A vida perto do Porto numa nova quinta – (p07) A rotina de trabalho – Saudade dos pais – A volta para Baião para a “melhor fazenda de Portugal” – (p08) Alistamento no exército – O poder dos padres em Portugal – Tentativa de não ser convocado pelo exército – Guerra em Angola – A namorada e futura esposa – (p09) Exame médico para o alistamento – O que se falava do Brasil – Conhecidos que no Brasil viviam – A decisão de ir ao Brasil – (p10) A vinda com a mulher e o filho bebê – A moradia – Os sócios – Vontade de voltar – A compra de uma nova horta –

Entre 34min e 1h01min. (pp 11-18)

(p11) Dificuldades do Brasil – Ilusão quanto ao Brasil – (p12) Após a chegada ao Brasil – O filho – A possibilidade de voltar – A compra de uma casa – (p13) A viagem para o Brasil – A chegada imediata – (p14) Os barracos de madeira – Madureira – Festa da nossa Senhora da Penha – (p15) Festas portuguesas, as casas portuguesas – (p16) Preconceito com os portugueses – (p17) Conflitos entre portugueses e brasileiros – Colegas de trabalho : nordestino e negro – (p18) A importância do trabalho – Importância de andar direito, na linha – Dificuldade de adaptação com sotaque forte que persiste até hoje –

Entre 1h01min. e 1h30min. (pp 19-28)

(p19) – Infarto tido aprox. em 2004 – Alimentação quando chegara ao Brasil – Mudança do barraco para uma (meia-água) alugada – (p20) A compra de uma horta própria – Parentes e conhecidos que no Brasil já viviam - A compra de um terreno em Turiaçu – Construção da nova casa – A compra da casa dois anos depois pela fábrica da Piraquê – (p21) A compra da casa em Vista Alegre em 1978 – O bairro Vista Alegre – Violência e segurança – Os clubes portugueses e a comida da terrinha – (p22) Música e o gosto pela dança – O Fado e canções folclóricas – Pouco tempo para o Lazer (p23) Santo de devoção – Religiosidade – Nossas Senhoras – Aparecida do Norte – Imagens católicas e o argumento protestante em relação às imagens – (p24) Jesus Cristo – O perdão e o pecado – (p25) Milagres – A bíblia – O Diabo – (p26) Presentes de Portugal religiosos – A cidade de Braga em Portugal – O time Vasco e como tornou-se Vasco – Vasco da Gama para os portugueses – (p27) Violência no futebol – Olhando para trás e vendo o que foi conquistado – Importância de se conservar o caráter –

Entre 1h30min e 2h00min (pp20.36)

(p28) Notícias de Portugal – Contato com os parentes de lá – Vezes em que visitou Portugal – (p29) Revisitando Fátima – A diferença entre o Portugal que deixou quando partiu e o Portugal que encontro vinte e quatro anos depois – Reconhecendo Baião – (p30) Relação entre Portistas e Lisboetas – Lisboa : imigrantes orientais e africanos – O vinho de Porto - (p31) O “ser” carioca – Amizades no Rio – Violência da cidade – A polícia e suborno – (p32) Proteção do coronel – Necessidade de haver “leis duras” – (p33) O casamento – Os bailes da infância e da adolescência – O começo do namoro – Os sogros – O namoro até o casamento – (p34) A vinda para o Brasil – A cópia da prova e a carta de chamada – Conversando sobre Portugal com o filho – Dificuldade de ver o filho por causa do trabalho – A faculdade do filho – Conversa com o filho sobre o futuro – (p35) O futebol e o filho – Falando de Portugal para o filho jovem – Situação de penúria de Portugal – (p36) A mudança em Portugal: a Revolução dos Cravos – “Não há um pobre em Portugal” – No tempo do Salazar – A política com as indústrias – Portugal de hoje –

Entre 2h00min. e 2h30min. (pp37-44)

(p37) Situação dos empregados em Portugal – Resolvendo problemas no Brasil para conhecidos em Portugal – Aluguel da casas – A venda de casas – (p38) Relação do filho com Portugal – O Brasil como uma terra de ganhar dinheiro não como morada definitiva – Possibilidade de voltar a Portugal – (p39) A cultura portuguesa com o filho e com o neto – Olhando para trás, algo de positivo em ter vindo para o Brasil: “O Brasil é uma ilusão” – (p40) “A gente se acostuma” – Algo de positivo: a formatura do filho – A inflação no Brasil – Instabilidade do Brasil – Estabilidade dos preços em Portugal – (p41) Geisel como melhor presidente – O que tem de mais negativo no Brasil – (p42) “Isto é Brasil”? – Tifo logo quando chegou no Brasil – O médico – (p43) As condições difíceis – Conselho para alguém que deseja ganhar a vida em outro país – A ganância – Número de portugueses que vão para Holanda: eletricistas e pedreiros – (p44) Importância de ter a vontade de trabalhar – A rotina nas feiras


Entre 2h30min e 3h07min (pp45-54)

(p45) Importância de guardar o dinheiro – Número de lojas e açougues que faliram nos últimos vinte anos – (p46) O significado de ser português – A educação do português – A justiça em Portugal – (p47) A importância de se temer e de se respeitar – Ser português e viver no Rio de Janeiro – O caso do Português assassinado em agosto de 2006 – (p48) Perigo no Rio até para se passar as férias – As idas ao centro da cidade – O quase seqüestro – (p49) Idem – (p50) “Isso é terra para nós estarmos aqui, meu filho” – O assalto em Inhaúma – (p51) “não é só ganhar dinheiro” – (p52) A amizade – O amigo “paraíba”- Sonho com Jesus – (p53) Fazer o bem – Impressões da intrevista – (p54) “Os portugueses não tem culpa do país estar errado agora”.